Este grande lago fica 200 metros abaixo do nivel do mar. Ao lado, várias colinas. Numa delas, proferiu Jesus o sermão da montanha. Aqui vamos celebrar a Santa Missa, num convento de irmãs franciscanas, datado de 1940, que tem uma paisagem fabulosa para o mar da Galileia.
Mosteiro do Sermão da Montanha
Mar da Galileia
21 fevereiro 2009
O monte das Bem-aventuranças
A caminho do mar da Galileia
Nazaré, onde dormimos, é, hoje, uma cidade bastante grande. É também uma cidade maioritariamente muçulmana pois os cristão são apenas cerca de 40% da população. No entanto, mesmo assim, em Nazaré está a comunidade cristã mais numerosa de Israel.
Nazaré fica situada no alto de uma colina. A seus pés estende-se um longo vale que, neste momento, estamos a descer para nos dirigirmos ao mar da Galileia.
Todos estamos muito melhor depois desta noite de descanso. Ao pequeno almoço não havia leite quente nem pão fresco porque, como é sábado, há alimentos que os judeus não disponibilizam.
20 fevereiro 2009
Chegada a Nazaré
Apesar do cansaço, a boa disposição foi uma constante ao longo do dia. Daqui a pouco temos direito ao jantar e, depois, o descanso. Amanhã o dia começa cedo.
Monte Carmelo - Haifa
Acabámos de celebrar a Santa Missa no Monte Carmelo.
A vida do profeta Elias, a espiritualidade profundamente mariana e genuinamente cristológica do local envolve-nos nos braços de Nossa Senhora do Carmo. Por baixo do altar mor da Igreja, conserva-se a gruta na qual o profeta Elias procurava a solidão para melhor adorar a Deus.
O santuário Stella Maris fica situado no alto da colina. A seus pés estende-se, majestoso, o Mediterrâneo. A Igreja, que possui uma abóbada central, colorida de frescos, é lindissima.
A Santa Missa, presidida pelo Sr. Pe. Nuno Amador, da Diocese de Viseu, foi o centro deste dia que nos leva a pisar os locais por onde Jesus passou.
Na memória, os tantos milagres que Nossa Senhora continua a fazer através do seu escapulário entregue a S. Simão Stock. E o agradecimento sincero de tantas conversões.
Numa das Capelas laterais, está uma placa a recordar a vida de Edith Stein, mais tarde Santa Maria Benedita da Cruz, que é uma das padroeiras da Europa.
Seguimos viagem para S. João de Acre, uma das principais fortalezas dos cruzados durante a Idade Média.
Ainda é de dia e o sol resolveu aparecer.
Todos se encontram bem e com saúde.
Haifa
A vista, no alto do Monte Carmelo, sobre a cidade de Haifa e sobre S. João de Acre e o Mediterrâneo é fabulosa.
Seguimos para a Santa Missa, no convento ''Stella Maris'' da Venerável Ordem do Carmelo.
Vista de Haifa para o mar
Haifa, templo Ba'hai
Cesareia Marítima
Telavive - Cesareia Marítima
Hoje de manhã, no percurso entre o aeroporto e o hotel em Telavive, o guia ofereceu uma flor a cada um dos participantes na peregrinação. Um gesto de boas vindas, explicou o guia.
Uns mais, outros menos, todos conseguiram descansar alguma coisa durante a manhã.
Partimos de autocarro em direcção ao norte, com destino a Cesareia Marítima.
Terra Santa
Chegámos à Terra Santa.
A viagem de avião desde Madrid decorreu sem problemas e ninguém ficou sem malas.
À nossa espera estava um guia, que fala um português com pronuncia brasileira.
A partir do aeroporto, saímos de autocarro em direcção ao hotel, onde descansaremos algumas horas. O programa de hoje inclui visita a Cesareia Marítima, almoço na cidade de Haifa e visita ao Monte Carmelo onde celebraremos a Santa Missa. Iremos dormir a Nazaré.
O tempo está ameno, mas com previsões de chuva nos próximos dias e neve nas serras acima dos 600 metros.
19 fevereiro 2009
Madrid - Telavive
Neste momento estamos a embarcar para Telavive. Espera-nos uma viagem de 4 horas.
Chegada a Madrid
Agora esperam-nos 4 horas de espera até ao vôo que nos levará a Telavive.
Peregrinação à Terra Santa
A partida para a maioria foi hoje de manhã, de Viseu, em autocarro até ao aeroporto de Lisboa. Pelo caminho, uma breve paragem em Fátima para almoçar.
Neste momento, estamos a embarcar rumo a Madrid. Até agora, ninguém se perdeu e a boa disposição tem sido uma constante.
Procurarei ir dando notícias, a pensar sobretudo nos familiares e amigos daqueles que estamos, neste momento, a partir.
A todos levamos no pensamento e nas nossas orações.
13 fevereiro 2009
O Papa e o Holocausto

Por Nuno Rogeiro
"Falar neste lugar de horror, neste sítio onde se cometeram crimes indizíveis contra Deus e contra o Homem, é quase impossível. E é especialmente difícil e perturbante para um cristão, ainda mais Papa vindo da Alemanha".
Pouco mais de um ano depois do fumo branco que, em Roma, o anunciara nas sandálias de Pedro, o sucessor de João Paulo II falava assim, de mãos e rosto cerrados, no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau.
Bento XVI foi sempre claro sobre o assunto do genocídio. Referiu, no seu profundo discurso de Auschwitz, a intenção nazi de, ao exterminar os judeus, eliminar a origem do monoteísmo, e recriar o mundo, numa paródia demoníaca da religião. Encimou o preito de dor com uma reflexão pessoal: "isto não nos produz ódio; mostra-nos antes o terrível efeito do ódio".
Parece, pelo menos, injusto, alegar agora, a propósito de declarações soltas de prelados imprudentes, que o Vaticano mudou. E que mudou, sobretudo, de posição face à destruição sistemática de inocentes e civis, em nome da raça, ou de uma ideia política. Como aconteceu nos consulados totalitários, "comunistas" ou "nacionalistas", a Leste e Oeste, na Europa ou na Ásia, na África ou algures, durante o século XX.
A polémica, que recorda a peça de teatro de Rolf Hochtruth, "O representante", de 1963, coloca outra vez em primeiro plano a atitude do Vaticano face ao Holocausto da Segunda Guerra Mundial.
Foi nessa altura que se criou a imagem de um Pio XII silencioso, senão cúmplice, com o extermínio de milhões. Mas personalidades esclarecidas, como o jesuíta Robert Graham, entre muitos outros, há vários anos que restauraram o equilíbrio na revisitação histórica.
Não se pode esquecer, na verdade, o enorme esforço de resgate, salvamento, intercessão ou protecção de judeus, um pouco por toda a Europa, por obra da igreja católica. Não se pode esquecer a rede do Padre Weber e do cardeal Pacelli, a actividade da Organização S. Rafael, a intervenção junto da Eslováquia, em 1941, contra a aprovação do "Código Judeu". Nem a actividade do bispo Preysing, em Berlim, de monsenhor Rotta, na Hungria, de Monsenhor Cassulo, na Roménia.
Não se pode esquecer a pastoral corajosa do arcebispo Saliege, de Toulouse, em 1942, denunciando "os factos terríveis" nos campos de Noe e Recebedom, afirmando que "os judeus são nossos irmãos".
Não se pode esquecer o arriscado apoio do Vaticano à organização judaica DELASEM, de Génova. Não se pode esquecer a Encíclica Summi Pontificatus, de 1939, poderosa denúncia das doutrinas de "pureza rácica".
Não se pode esquecer que, onde pôde mudar as coisas, ou influenciá-las, o Vaticano sempre falou. E que, onde se calou (como o fez o Comité da Cruz Vermelha, ou o Conselho Mundial das Igrejas), executou muitas vezes custosas e arriscadas operações, clandestinas, de auxílio e transporte.
Não se pode esquecer, por fim, que uma coisa é a denúncia antes da guerra (quantos o fizeram?), e outra é falar sobre a ocupação, onde o que importa é resgatar vidas, e não pregar sermões exemplares, que, como na Holanda, só aumentaram a repressão.
Não se pode esquecer, ainda, que pelo menos 3000 padres católicos foram executados pelo Reich, só na área do agora Benelux.
E não se pode esquecer que, numa altura de trevas, em que a intolerância surge até das dificuldades da "luta contra o terrorismo", tem sido a Santa Sé uma das vozes qualificadas, em nome da decência e da Humanidade.
Contra todos os holocaustos, alertando antes.
Para que não se repitam.
In JN, 2009.02.06
12 fevereiro 2009
Casar ou juntar-se?

Perguntei-lhes se alguma vez tinham pensado em casar-se. Olharam para mim admirados. Então ele, com um sorriso de quem perdoa uma pergunta tão ingénua, tomou a iniciativa de responder. «Casar-se? Para quê? Já nos amamos e isso é o importante. Que sentido tem uma cerimónia exterior que não acrescentará nada ao nosso amor? Queremos um amor genuíno! Queremos um amor livre! Queremos um amor sem nenhum tipo de coacção! Este modo de actuar parece-nos muito mais sincero. Não necessitamos de nenhum tipo de ataduras. Ataduras que cortariam as asas da nossa liberdade». Ela concordava com a cabeça. Todo o raciocínio do namorado parecia lógico. Estava de acordo com ele. Não havia fissuras na sua argumentação.
À primeira vista, parece que o casamento significa uma perda de liberdade. Se uma pessoa decide casar-se, perde a capacidade de voltar a fazê-lo no futuro. Se a liberdade se entende somente como capacidade de escolha, sem dúvida que o casamento significa a perda dessa capacidade. Mas será que a liberdade é somente isso?
Hoje em dia, o casamento é muitas vezes visto como uma realidade oficial, formal e sem muito valor. Um convencionalismo antiquado. Uma instituição que “acorrenta” com elementos objectivos e escravizantes uma relação subjectiva e livre. A liberdade fica “atada”. A liberdade fica “obrigada” no futuro. Não parece sensato introduzir elementos “coactivos” numa relação livre. Introduzir elementos objectivos numa relação subjectiva.
É uma visão simplista. Assim como a noz não é somente a sua casca, o casamento não é somente a sua cerimónia exterior. O casamento é um vínculo que se cria a partir da livre vontade daqueles que se casam. O “sim” que pronunciam transforma-os. É um “sim” que compromete. A partir desse “sim”, o futuro fica determinado pelo “tu”. Quem ama de verdade não deseja ser nem viver sem aquele que ama. Não deseja um futuro sem o outro. Seria um futuro sem sentido. Sem sentido também para a liberdade do “eu”.
Quem ama de verdade deseja a fusão. Deseja um “nós” em lugar do “eu” e do “tu”. Deseja o compromisso que é o que dá origem ao “nós”. Um compromisso que não somente não tira a liberdade, mas liberta. Liberta o “nós” dos perigos do egoísmo e do orgulho. A eternidade no amor não pode vir da mera atracção mútua. Nem do simples enamoramento afectivo. Nem dos sentimentos românticos, por muito sinceros que eles sejam. A eternidade no amor só pode vir da liberdade que não teme comprometer-se sem condições.
Por isso, “juntar-se” não é a mesma coisa que casar-se. “Juntar-se” não muda o “eu”. Só muda as circunstâncias em que o “eu” vive. Pelo contrário, casar-se (comprometer-se de verdade), transforma o “eu”. Surge o “nós”. Um “nós” que será capaz de gerar vida e que cuidará dessa vida. Um “nós” que resistirá às intempéries, porque está protegido pela liberdade responsável daqueles que se amam de verdade.
Pe. Rodrigo Lynce de Faria
24 janeiro 2009
A verdade do matrimónio

Por Cón. José António Marques
Estão na ordem do dia as reformas legislativas em matéria de direito matrimonial, em diversos países, pela introdução de sistemas profundamente divorcistas e abortistas, pela regulamentação das manipulações de embriões em ordem às mais diversas formas de fecundidade medicamente assistida, e as manifestações multitudinárias para exigir do Estado um enquadramento jurídico das uniões de homossexuais como verdadeiros matrimónios e famílias.
Tudo isto se torna possível – perante o espanto e estranheza de quantos se habituaram a uma visão totalmente diversa do matrimónio e da família – porque vai ganhando certa firmeza a opinião pública de que o matrimónio e a família são instituições meramente humanas e por isso susceptíveis de modificação pela simples força dos votos democraticamente manifestada.
Neste contexto, torna-se absolutamente necessário mostrar por todos os meios aos homens do nosso tempo a «verdade do matrimónio», embora tal expressão, no dizer de Bento XVI, perca «relevância existencial num contexto cultural marcado pelo relativismo e pelo positivismo jurídico», como é o do nosso mundo ocidental. Na verdade, tanto o relativismo como o positivismo jurídico «consideram o matrimónio como mera formalidade social dos vínculos afectivos». Portanto, para tal mentalidade e contexto cultural, o matrimónio torna-se não só «contingente como podem ser os sentimentos humanos», mas também se apresenta «como uma superstrutura legal que a vontade humana poderia manipular a bel-prazer, privando-o até da sua índole heterossexual» [1].
Também alguns grupos de católicos se encontram à margem da «verdade do matrimónio». Na verdade, diz o Papa: «Esta crise de sentido do matrimónio faz-se sentir também pelo modo de pensar de não poucos fiéis» [2]. Em relação com a atitude perante os ensinamentos do Vaticano II, a propósito do matrimónio e da família, para alguns católicos parece que a doutrina conciliar sobre o matrimónio, e concretamente a descrição do matrimónio como «íntima comunidade de vida e de amor» [3], deva levar a negar a existência de um vínculo conjugal indissolúvel, porque se trataria de um «ideal» ao qual não podem ser «obrigados» os «cristãos normais». «De facto, difundiu-se também em certos ambientes eclesiais a convicção segundo a qual o bem pastoral das pessoas em situação matrimonial irregular exigiria uma espécie da sua regularização canónica, independentemente da validade ou nulidade do seu matrimónio, ou seja, prescindindo da “verdade” acerca da sua condição pessoal. Com efeito, a via da declaração de nulidade matrimonial é considerada um instrumento jurídico para alcançar tal objectivo, segundo uma lógica em que o direito se torna a formalização das pretensões subjectivas. A propósito, seja realçado antes de tudo que o Concílio descreve certamente o matrimónio como uma intima communitas vitae et amoris, mas tal comunidade é determinada, seguindo a tradição da Igreja, por um conjunto de princípios de direito divino, que fixam o seu verdadeiro sentido antropológico permanente» [4].
A verdade do matrimónio, in Revista Celebração Litúrgica, n. 1 (2009).
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20 janeiro 2009
06 janeiro 2009
Falecimento
O seu funeral realiza-se esta tarde, pelas 15h, na Igreja Paroquial de Pinheiro.
A Paróquia de Monteiras, agradecida pela dedicação que o Sr. Pe. Anselmo lhe dedicou ao longo da sua vida, não deixará de sufragar a sua alma. Temos, também, muito presentes nas nossas orações a Sra. Guidinha, sua sobrinha, e demais família neste momento de luto.
24 dezembro 2008
Feliz Natal
21 dezembro 2008
Casamento
16 dezembro 2008
Falecimento
O seu funeral realiza-se amanhã, quarta feira, na Igreja Matriz, às 11.00h.
Por motivos de força maior, não me é possível estar presente. Por isso, a Santa Missa e o funeral serão presididos pelo Rev. Sr. Pe. Vitor Rosa, Pároco de Lamelas.
Desde já, peço desculpa à família por esse facto e aproveito a ocasião para lhes transmitir os meus pêsames e a certeza das minhas orações. Terei oportunidade de oferecer a Santa Missa que amanhã celebrarei em sufrágio da alma da Sra. Maria da Luz. Por isso, apesar de fisicamente distante, encontro-me espiritualmente unido.
09 dezembro 2008
Lausperene
No dia 08 de Dezembro, solenidade da Imaculada Conceição, realizou-se um solene Lausperene na Igreja Paroquial.
Depois da Santa Missa, o Santíssimo Sacramento ficou exposto à adoração dos fiéis. Cada uma das povoações assegurou a adoração e a guarda de honra a Nosso Senhor.
O Lausperene terminou com a bênção com o Santíssimo Sacramento pelas 15h.
30 novembro 2008
Início do tempo de Advento

Do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. Marcos:
«Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Acautelai-vos e vigiai, porque não sabeis quando chegará o momento. Será como um homem que partiu de viagem: ao deixar a sua casa, deu plenos poderes aos seus servos, atribuindo a cada um a sua tarefa, e mandou ao porteiro que vigiasse. Vigiai, portanto, visto que não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se de manhãzinha; não se dê o caso que, vindo inesperadamente, vos encontre a dormir. O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai!». (Mc 13, 33-37)
"Vigiai": Visto que não sabemos quando há-de vir o Senhor, temos de estar preparados. Vigiar é sobretudo amar. Quem ama cumpre os mandamentos e espera com ansiedade, com urgência, que Cristo volte; porque esta vida é espera, é caminho ao encontro de Cristo Senhor.
Os primeiros cristãos repetiam com frequência e com amor a jaculatória: "Vem, Senhor Jesus" (1 Cor 16,22; Apc 22,20). E, ao exercitar deste modo a fé e a caridade, aqueles cristãos encontravam a força interior e o optimismo necessários para o cumprimento dos deveres familiares e sociais, e desprendiam-se interiormente dos bens terrenos, com o senhorio que dá a esperança da vida eterna.
Comentário ao Evangelho, da Ed. de Navarra.
Aventuras de um cura
Nesta semana, haverá Santa Missa na Igreja só a partir de quarta feira, na esperança que, até lá, a neve cumpra a sua missão de derreter.
Também na quarta feira, será celebrada, na Relva, a Santa Missa de 7º. dia por alma do Sr. Agostinho Silva.
Em Colo de Pito, haverá Santa Missa no próximo sábado pelas 18.30h.
27 novembro 2008
Padre Duarte Sousa Lara na Baja Portalegre 500 (1.11.2008)
Nesta reportagem da TVI, aparece o Pe. Duarte Sousa Lara que, no ano de 2007, foi o pregador da novena em honra de Nossa Senhora da Ouvida.
26 novembro 2008
Serão todas as religiões verdadeiras?
O seu modo de argumentar parecia ter uma certa lógica. «Eu sou daqueles que pensam que todas as religiões são verdadeiras. Pondo de parte algumas degenerações fanáticas, todas levam o homem a fazer o bem, promovem sentimentos positivos e satisfazem a necessidade de transcendência que temos dentro de nós. No fundo, acaba por ser a mesma coisa escolher uma religião ou outra. Viva a liberdade! Quem sou eu para impor a minha religião aos outros?«Que cada um escolha a sua própria religião. Que cada um escolha aquela que melhor se adapta ao seu modo de ser. Esta é a minha opinião e não acredito que esteja errada. Sobretudo, acho que é a única que pode ser considerada verdadeiramente tolerante. Quem acredita que a sua religião é a verdadeira acaba por ser um bocado fanático. E com pessoas fanáticas não é possível dialogar».
É verdade que todas as religiões, se o são de verdade, possuem algo de positivo. No entanto, isso não é a mesma coisa que afirmar que todas as religiões são verdadeiras. Não é sério dizer que podem ser verdadeiras ao mesmo tempo religiões que afirmam coisas diferentes e contraditórias. Assim como não é sério dizer que dois mais dois são aquilo que mais estiver de acordo com os sentimentos de cada um. A resposta é só uma. Não somos nós que a inventamos. A nós compete-nos somente descobri-la.
Se só existe um Deus, não pode haver mais do que uma verdade sobre Ele. E a descoberta do caminho para chegar a Deus é a mais importante da nossa vida. Dela depende a nossa eternidade. Viver de acordo com uma religião não é algo que esteja ao mesmo nível de escolher um produto num supermercado. Não tem a mesma importância que a selecção da cor de um automóvel que pretendemos comprar.
Uma pessoa não vive de acordo com uma religião porque isso lhe dê uma satisfação maior. Porque a faça sentir-se em harmonia com o universo. Nem porque lhe permita emitir suspiros mais ou menos celestiais. Uma pessoa vive de acordo com uma religião porque acredita que é o seu caminho para chegar a Deus. O seu caminho para que a sua vida tenha sentido. Para que a sua vida não termine no cemitério. Pelo contrário, para todos aqueles que se contentam com ficar por lá, não é necessária a procura de nenhuma religião. Nem é necessário ter a “dor de cabeça” de tentar encontrar a verdadeira.
Para os cristãos esse único caminho para chegar a Deus tem um nome: Jesus Cristo. Ele não é somente um homem especial. É Deus feito homem. Deus que se fez homem e morreu na Cruz para nos salvar. Não foram os cristãos que inventaram a Cruz por ela estar mais de acordo com os seus sentimentos. Foi Deus que escolheu esse modo concreto de nos salvar. Um modo que revela o seu infinito amor por nós e nos pede uma resposta.
Pe. Rodrigo Lynce de Faria
Falecimento
O seu funeral realizar-se-á amanhã, quinta feira, pelas 10.00h da manhã, na Igreja Matriz.
À sua família deixo os meus sinceros pêsames e a certeza das minhas orações.
25 novembro 2008
Comemorações das bodas de ouro sacerdotais do Sr. Bispo de Lamego
No dia 08 de Novembro, pelas 15,00h, realizou-se uma conferência intitulada: “Bispos de Lamego: os homens e as suas obras”, que incluiu 3 painéis: “Cultos romanos e vestígios paleocristãos nos territórios da Diocese de Lamego", pelo Dr. João L. Inês Vaz; "As tensões entre a Diocese de Lamego e os Mosteiros de São João de Tarouca e de Santa Maria de Salzedas", pela Dra Amélia Albuquerque; “D. João Magalhães e Avelar, cidadão de Lamego, homem da Igreja e Bispo do Porto", pelo Prof. José António Oliveira.
Nesse mesmo dia, foi apresentado o livro “D. João António Binet Pincio, bispo de Lamego. O Homem e a Obra (1786-1821)", da autora Isolina Augusta Rodrigues Guerra. A apresentação esteve a cargo de Salvador Magalhães Mota
No dia 15 de Novembro, foi inaugurado e benzido o novo Museu Diocesano , mais conhecido por Casa do Poço, onde teve sede o antigo Seminário Maior. Pelas 15,00h realizou-se uma conferência cujo título foi: “A actualidade da Diocese de Lamego”. Dela constavam 3 painéis, expostos pelo Arquitecto Manuel Botelho; “D. Jacinto Tomás de Carvalho Botelho”, por D. António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro; a a apresentação das Exposições, pelo Dr. João Soalheiro.
Seguiu-se a inauguração da Exposição “De 1500 à actualidade – cinco séculos da História do Bispado de Lamego”, que teve a organização do Museu Diocesano de Lamego com a colaboração do Museu de Lamego.
No dia 18 de Novembro, no Teatro Ribeiro Conceição, Ana Telles deu um memorável concerto de piano a solo, onde interpretou várias peças de música religiosa para piano, incluindo dois pequenos de Bach adaptados por Buzoni para piano; uma peça de Listz, outra de Olivier Messiaen e também uma peça do recentemente falecido Pe. Joaquim dos Santos.
e suas incidências na Família”, pelo Dr. Manuel Teixeira, actual Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lamego. Começando por fazer um excursus histórico sobre a instituição familiar desde o tempo do Império romano, centrou depois a sua atenção na legislação familiar do Estado Português nos últimos dois séculos e, de uma maneira particular, na mais recente legislação aprovada pelo actual Governo, realçando que as actuais leis não defendem nem protegem a instituição familiar.
No dia 20 de Novembro, no Teatro Ribeiro Conceição, actuou a Orquestra Barroca VOX ANGELIS.
No dia 22 de Novembro, realizou-se a vigília de oração promovida pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil, que congregou na Sé Catedral um considerável número de jovens que, com a sua alegria e entusiasmo, enfrentaram o frio da Sé e, na adoração eucarística, transmitiram um impressionante testemunho de fé.
No dia 23 de Novembro, Solenidade de Cristo Rei, pelas 10.00h teve início o Encontro de Colaboradores Paroquiais, no Seminário Maior de Lamego, onde foi estudado o plano pastoral da Diocese para este ano, centrado nos sacramentos do Matrimónio e da Ordem.
Pelas 15,00h, realizou-se a cerimónia de descerramento da lápide da Rua atribuída pela Câmara Municipal de Lamego, a D. Jacinto Tomás de Carvalho Botelho.
Pelas 16.00h teve início o Solene Pontifical na Sé Catedral de Lamego, presidido pelo Sr. Bispo, concelebrado por 10 Bispos, cerca de 140 sacerdotes, 6 diáconos e muitos fiéis. Um extraordinário Grupo Coral, orientado pelo Pe. José Abrunhosa animou muito dignamente a celebração.
Na homilia, o Sr. D. Jacinto Botelho realçou a sua intenção de não centrar as celebrações jubilares na sua pessoa com as seguintes palavras: "Desde o princípio venho dizendo que só entendo e aceito todas as realizações "como expressão de amizade, manifestação da fé dum povo crente e bom, oportunidade de formação para os cristãos desta Diocese de Lamego, e estímulo para consolidar a comunhão na Igreja diocesana, preocupação prioritária do meu ministério episcopal."
Várias autoridades civis, de uma maneira especial a Câmara Municipal, empenharam-se activamente neste Jubileu de Ouro sacerdotal do Sr. D. Jacinto e a elas se dirigiu calorosamente o Prelado, agradecido.
No final, houve um jantar na Escola de Hotelaria e Turismo de Lamego para os convidados.
Texto retirado da homepage da Diocese de Lamego.
22 novembro 2008
Bodas de ouro matrimoniais
Na manhã de hoje, celebraram as suas Bodas de Ouro matrimoniais o Sr. Agostinho e a Sra. Laurentina.
Foi há precisamente 50 anos que, na Igreja Matriz das Monteiras, celebraram o seu matrimónio, oficiado pelo Rev. Sr. Pe. Anselmo.
Hoje de manhã, na companhia de alguns familiares e amigos, celebraram, com alegria, os 50 anos do seu matrimónio.
Ao Sr. Agostinho e à Sra. Laurentina, seus filhos, demais familiares e amigos deixo os votos de muitas felicidades.
17 novembro 2008
Comemorações das bodas de ouro do Sr. Bispo de Lamego
Coincidindo com o Dia da Igreja Diocesana, no próximo Domingo, a Diocese, juntamente com a Câmara Municipal de Lamego, promovem um conjunto de conferências e de actividades culturais. O programa pode ser consultado no site da Diocese de Lamego.
Notícias várias
No dia 01 de Novembro, depois da Solene Eucaristia em honra de todos os Santos, realizou-se a procissão ao cemitério para rezar também pelos Defuntos. Apesar de o dia 02 de Novembro calhar num Domingo, manteve-se o hábito dos últimos anos de realizar a procissão no Dia de todos os Santos.
No dia 08 de Novembro, da parte da manhã, realizou-se o Jubileu das Almas. Pelas 09h foi exposto o Santíssimo Sacramento, rezou-se o terço pelas almas e recebemos a bênção com o Santíssimo Sacramento. Depois tiveram início as confissões. Foram vários os sacerdotes que estiveram presentes para atender todos aqueles que o desejaram. No final das confissões, teve início a Santa Missa em sufrágio das almas dos irmãos da Irmandade, com a procissão ao cemitério.
No fim de semana de 15 e 16 de Novembro, uma equipa de reportagem da RTP andou pelas Monteiras. No dia 16 de Novembro, o Rancho da Associação da Relva teve oportunidade de demonstrar algumas das suas danças, que comprovam antigas tradições das gentes da nossa terra. Da parte da tarde, a nova Sede da Junta de Freguesia, que está em fase de acabamento, acolheu um magusto.
29 outubro 2008
Halloween
Significado
Halloween significa "All hallow's eve", palavra que provém do inglês antigo, e que significa "véspera de todos os santos", já que se refere à noite de 31 de outubro, véspera da Festa de Todos os Santos.
Entretanto, um antigo costume anglo-saxão roubou-lhe o seu estrito sentido religioso para celebrar em seu lugar a noite do terror, das bruxas e dos fantasmas. Halloween marca um regresso ao antigo paganismo.
Festa de todos os Santos
Para os crentes, é a festa de todos os Santos a que verdadeiramente tem relevância e reflecte a fé no futuro para quem espera e vive segundo o Evangelho pregado por Jesus. O respeito aos restos mortais de quem morreu na fé e a sua lembrança, inscreve-se na veneração de quem foi "templo do Espírito Santo".
A festa de Todos os Fiéis Defuntos foi instituída por São Odilon, monge beneditino e quinto Abade de Cluny na França em 31 de outubro do ano 998. Ao cumprir o milenário desta festividade, o Papa João Paulo II recordou que "São Odilon desejou exortar a seus monges a rezar de modo especial pelos defuntos. A partir do Abade de Cluny começou a estender-se o costume de interceder solenemente pelos defuntos, e chegou a converter-se no que São Odilon chamou de Festa dos Mortos, prática ainda hoje em vigor na Igreja universal".
Mais informação em ACI Digital
25 outubro 2008
Procissão ao Cemitério
No próximo fim-de-semana, dia 01 e 02 de Novembro, a Igreja celebra, respectivamente, a Solenidade de Todos os Santos e a Comemoração de todos os fiéis defuntos.
No dia 01 de Novembro, com a Solenidade de Todos os Santos, recordamos todos aqueles que nos precederam e que já se encontram no Céu. De alguns deles, conhecemos o nome e a história: são aqueles que foram canonizados ou beatificados pela Igreja e escolhidos, por Deus, para serem modelos para nós, que actualmente peregrinamos neste mundo. Mas, da maioria dos Santos, não conhecemos nem o nome, nem a história. Foram homens e mulheres, alguns extraordinários e outros com uma vida absolutamente normal, escondida aos olhos dos homens, mas notável aos homens de Deus, e que já O contemplam no Céu.
No dia 02 de Novembro, lembramos todos os fiéis que morreram. Alguns já se encontram no Céu, outros precisarão da nossa oração e dos nossos sacrifícios e sufrágios para poderem entrar no Paraíso. Por isso, o mês de Novembro é também chamado o mês das Almas.
A tradicional procissão ao Cemitério realizar-se-á, como de costume, no dia 01 de Novembro, depois da Santa Missa (que terá início à hora habitual, 09.30h). Apesar da Comemoração dos Fiéis Defuntos ser, este ano, num domingo, manter-se-á o costume de realizar a procissão no dia 01 de Novembro, Solenidade de Todos os Santos.
Na imagem, representação de Todos os Santos retirada do Missal Ambrosiano
Capela das Carvalhas com novos bancos
11 outubro 2008
Bodas de ouro matrimoniais
A Sra. Maria e o Sr. Silvestre celebram hoje as suas bodas de ouro matrimoniais. Foi há precisamente 50 anos que, na Igreja Matriz das Monteiras, celebraram o seu matrimónio.
Nesta manhã, foi celebrada a Santa Missa na Igreja, onde se reuniram os seus familiares e amigos para, juntamente com eles, agradecerem a Deus os seus 50 anos de mútua fidelidade.
À Sra. Maria e ao Sr. Silvestre desejo as maiores alegrias e bênçãos do Céu.
Lausperene
Na Paróquia das Monteiras, a hora de adoração, com a presença de muitos jovens de todas as povoações, decorreu das 6h às 7h da manhã. Houve um considerável grupo de corajosos que enfrentou o sono, o frio e a preguiça para fazer companhia a Jesus Sacramentado. Além de jovens, também houve muitos menos jovens que se juntaram para este momento de adoração.
O Santíssimo foi exposto às 6.00h. Seguiram-se momentos de silêncio, intercalados com o terço, músicas e breves leituras de reflexão.
Aos jovens, um parabéns sentido pelo seu testemunho de fé. Deus conta convosco e quer que conteis com Ele na vossa vida.
Esta é a prova que os jovens estiveram presentes (é favor não notar as caras de sono). Além dos que estão na fotografia, houve muitos mais jovens que estiveram presentes.
06 outubro 2008
03 outubro 2008
Canal televisivo filma nas Monteiras

Uma equipa da RTP está a preparar uma reportagem sobre as Monteiras que, daqui a alguns meses, passará naquele canal. A iniciativa insere-se no esforço de dar a conhecer todas as freguesias de Portugal.
Nesta semana, começaram as filmagens, que incluem a Igreja Paroquial e outros locais de toda a freguesia.
26 setembro 2008
Falecimento
O seu funeral realiza-se amanhã, sábado, na Igreja Matriz, pelas 16.00h.
Aos seus familiares e amigos envio os meus pêsames e a certeza das minhas orações.
23 setembro 2008
Carta do Sr. Bispo a toda a Diocese
Aos queridos diocesanos, sacerdotes, diáconos, religiosos e leigos, a Graça e a Paz do Senhor!
É já costume dirigir-me a todos os sacerdotes da Diocese nesta época de verão, partilhando alguma reflexão que me pareça oportuna e chamando a atenção para actividades importantes na vida do presbitério. No presente ano, em que celebro os cinquenta anos da minha ordenação sacerdotal, pensei em alargar os destinatários desta mensagem e endereçá-la a todos os diocesanos.
; João Paulo II, logo no princípio do livro precioso Dom e Mistério que escreveu e nos ofereceu por ocasião do seu Jubileu sacerdotal, começa por dizer, respondendo à pergunta: "A história da minha vocação sacerdotal?! É sobretudo Deus que a conhece. Na sua dimensão mais profunda, cada vocação sacerdotal é um grande mistério, é um dom que ultrapassa infinitamente o homem. [...] A vocação é o mistério da eleição divina."
Com o esforço de humildade que Sua Santidade recomenda, não posso deixar de agradecer ao Senhor a magnanimidade do Seu desígnio misericordioso que me chamou e há cinquenta anos me acompanha, não obstante a minha fragilidade e a forma tão limitada e tão falha de generosidade da minha resposta no serviço que me tem sido pedido.
Recordo os tempos da minha infância, a vida de família profundamente cristã, a relação de amizade com tantos sacerdotes que passavam por nossa casa, muito em especial com o meu padrinho de baptismo, P. Jacinto de Almeida Mota.
Desde muito cedo me lembro que manifestei a vontade de ir para o Seminário. Tenho muito viva na memória a impressão profunda daquela tarde de Domingo próximo do Natal, em que com meus pais e irmãos, me dirigia para a Igreja para a devoção do Terço com a Bênção do Santíssimo e por nós passaram os seminaristas conterrâneos que vinham para férias. O pároco na altura, um extraordinário catequista que marcou a nossa Diocese, meu Padrinho de Crisma, C. José Cardoso de Almeida, tinha-nos ensinado que durante a Bênção do Santíssimo podíamos pedir a Jesus o que mais desejássemos. Ainda agora mantenho viva a lembrança de como naquele dia, com o fervor próprio de criança, rezei para que o tempo que faltava para a minha entrada no seminário de Resende passasse depressa.
Recordo os anos no Seminário Menor, carregados de saudades dos pais e dos irmãos, nos primeiros dias de cada período escolar. Era o tempo do pós-guerra com as duras limitações económicas que Portugal também experimentou. As obras de remodelação do edifício do Seminário que se impunham, começaram no meu segundo ano e demoraram vários anos até à sua conclusão, de modo que nos habituámos à situação de provisoriedade dos espaços que habitávamos, desde a Capela, ao salão de estudo, passando pelo refeitório e dormitórios. Mas, sendo pouco cómodo e muito exigente o tempo que se vivia, era de alegria o clima que se respirava e que a equipa dos sacerdotes formadores nos transmitia; e aqueles anos, apesar dos referidos contratempos, foram marcantes, na minha formação humana, cristã e sacerdotal.
O Seminário Maior, o antigo Seminário, com instalações melhores que aquelas que usufruíram os primeiros seminaristas que o habitaram, mas com as carências que tornaram prioritária a construção do novo, foi o lugar providencial do meu amadurecimento na fé e na vocação. O testemunho dos superiores e professores, a convivência amiga com os colegas, a seriedade dos estudos de filosofia e de teologia, aliada a uma exigente e profunda vida de piedade, consolidaram decisões e robusteceram caracteres. As actividades circum-escolares, desde as academias com os trabalhos na área da filosofia ou da teologia que os alunos sob a orientação dos professores apresentavam, em dias festivos, ao teatro e à música - coral e filarmónica - que também nos distraiam e proporcionavam à cidade espectáculos sempre concorridos e apreciados, até à ginástica e ao desporto, eram um complemento valiosíssimo da formação integral que recebíamos e que o nosso Jornal Estrela Polar sabia incrementar. Papel de relevo tiveram no nosso crescimento espiritual e pastoral as associações que alimentavam a vida interior e estimulavam a criatividade dos seus membros, com iniciativas sempre vividas com particular interesse: Congregação Mariana, Conferência Vicentina, Apostolado da Oração, Círculo Missionário e mais tarde o Escutismo. A visita semanal aos pobres, a ida à Cadeia e as aulas de religião e moral nas escolas primárias da cidade, completavam um conjunto variado de ocupações que contribuíam para criar o perfil do futuro padre.
Nem todos os dias tiveram o mesmo encanto e entusiasmo. Até me lembro de algum momento de perplexidade e de certo desânimo, que a Graça de Deus e o auxílio duma sábia Direcção Espiritual me ajudou a superar.
A recepção da prima-tonsura e das ordens menores, do subdiaconado e particularmente do diaconado, com os retiros que proximamente a preparavam, introduziram-nos gradualmente no ambiente de sacralidade que o presbiterado consumou.
O dia 15 de Agosto de 1958 nasceu para mim com a ansiedade normal, perante o momento que iria viver na nossa Catedral. A solenidade do Pontifical passava para segundo plano, frente à benemerência que o Senhor me comunicava pelo ministério episcopal do Senhor D. João da Silva Campos Neves: sacerdote para sempre. Dois dias depois, a 17 de Agosto, um Domingo, dia aniversário de meu pai e dia litúrgico de S. Jacinto da Polónia, cantava a Missa Nova na Igreja de S. Pelágio da Rua, onde recebera o Baptismo, a 18 de Setembro de 1935.
1958 - 2008: 50 anos de sacerdócio: vividos em Roma os 3 primeiros anos; em Lamego, 35 anos, até à nomeação episcopal e 8 como Bispo diocesano; e em Braga, 4 anos. Foram vivências diversificadas. Desde a Universidade, ao Seminário, aos serviços da Cúria, até à experiência da vida paroquial, ou no trabalho com os leigos na assistência espiritual em vários movimentos apostólicos, e no ministério episcopal nos últimos 13 anos, sempre tenho experimentado a riqueza da misericórdia do Senhor que supre e suplanta infinitamente as minhas debilidades e a minha fraqueza.
A autenticidade da gratidão exige o reconhecimento humilde das infidelidades de que tenho consciência, com a obrigação de actualizar permanentemente propósitos sérios de conversão.
Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor!
Obrigado, queridos diocesanos, por quererdes comungar os meus sentimentos e pela graça inestimável das vossas orações por mim.
Todas as iniciativas que os 50 anos do meu sacerdócio vêm desencadeando, expressão de júbilo e sobretudo de amizade, quero entendê-las e assim as aceito, como manifestação da fé dum povo crente e bom, oportunidade de formação para os cristãos desta Diocese de Lamego, e estímulo para consolidar a comunhão na Igreja diocesana, preocupação prioritária do meu ministério episcopal.
Nesta linha de gratidão, quero comungar convosco a alegria profunda que vivi ao ordenar precisamente no dia aniversário da minha ordenação sacerdotal, dois novos padres, graça extraordinária e nunca suficientemente agradecida. Peçamos para eles uma fidelidade generosa; e rezemos ao Senhor da Messe para que as nossas famílias, as nossas paróquias, os nossos Seminários, sejam autênticas comunidades vocacionais.
A Carta que na altura recebi de Sua Santidade, Bento XVI, com quem tive a graça e a felicidade de encontrar-me a sós na Visita ad Limina num diálogo que nunca mais poderei esquecer, penhora-me duma forma insolúvel e é circunstância privilegiada para testemunhar ao Santo Padre o mais filial e profundo reconhecimento, com propósitos de incondicional comunhão à sua Pessoa e Magistério.
O Ano Paulino, iniciado nas Vésperas solenes do passado dia 28 de Junho, que fará incidir a nossa atenção em S. Paulo, o apaixonado pelo Senhor que o surpreendeu na estrada de Damasco, "mestre dos gentios na fé e na verdade, apóstolo e propagador de Jesus Cristo", como a si próprio se denomina, com a coincidência providencial de nele se celebrar o Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja, Palavra que o Apóstolo das Gentes pregou sem descanso, oportuna e inoportunamente, poderá constituir privilegiado tempo favorável para um revigoramento da pastoral na diocese, na linha da advertência de Sua Santidade Bento XVI na Visita ad Limina e no prosseguimento do projecto que de há anos nos vem dinamizando, e dum empenhamento mais assumido, sobretudo pelos pastores, a começar por mim.
S. Paulo centrou toda a sua vida em Cristo e traduziu no seu viver pelo testemunho a mensagem do Evangelho que primeiro interiorizou, para depois proclamar com desassombro: «Acreditei; por isso falei». Com este mesmo espírito de fé, também nós acreditamos, e por isso falamos (2Cor4,13). Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim (Gl2,20). S. Paulo é o modelo perfeito do verdadeiro evangelizador, paradigma de referência que há-de nortear a nossa solicitude pastoral para sermos autênticos discípulos de Cristo e verdadeiros pastores.
Não faltam publicações que nos ajudarão a viver com proveito este ano de graça e a ajudar os nossos fiéis a aproveitá-lo também. Recomendo em especial a edição da Conferência Episcopal Portuguesa: Um ano a caminhar com São Paulo, da autoria de D. Anacleto de Oliveira, particularmente útil para uma formação continuada de grupos específicos e movimentos apostólicos.
Ao longo dos oito anos que sirvo esta Diocese como Bispo, tem havido a preocupação e o esforço de seguir a planificação pastoral que apresentei na Cata Pastoral de 2001, O nosso Caminho no novo Milénio. Depois de termos vivido os primeiros três anos, procurando aprofundar a consciência de que somos uma comunidade viva, com as consequências que essa realidade implica, ligadas a uma espiritualidade de comunhão, centrámos as nossas atenções, no segundo triénio, na Palavra de Deus, fonte de critérios e iluminação de todas as realizações cristãs". Desde o ano passado vimos a reflectir sobre a vida sacramental, "para na riqueza dos sacramentos experimentarmos a presença de Cristo que assim nos alimenta e nos faz crescer pessoal e comunitariamente e nos torna sinal de salvação para o mundo". A reflexão sobre os sacramentos do Baptismo e da Confirmação, mostrou a urgência da elaboração dum conjunto de normas práticas que, ligadas à preparação cuidada que ambos os sacramentos exigem, facilitem a acção dos nossos párocos e fomentem uniformidade na praxis pastoral.
Os sacramentos da Ordem e do Matrimónio que constituem o programa pastoral do ano 2008-09, ajudar-nos-ão a compreender e a cumprir o pedido de Jesus, até no espírito e como consequência do meu Jubileu sacerdotal: Pedi ao Dono da messe que mande operários para a Sua seara; e a descobrir como a pastoral da família, "comunidade insubstituível e lugar da vocação divina do homem", é fundamental e urgente, face á quantidade crescente de insídias que, camufladas ou às claras, persistentemente lhe são movidas.
O Retiro do Clero, que decorrerá de 9 de Setembro, à noite, até à tarde do dia 12, para o qual peço aos irmãos sacerdotes a imediata inscrição, a Assembleia do Clero e o Dia da Igreja Diocesana, com programação a divulgar, serão ocasiões por excelência para a concretização e consolidação dos propósitos que a renovação e vitalidade desta Igreja de Lamego reclamam.
Uma palavra de estímulo a finalizar esta já longa mensagem.
Aos caríssimos Presbíteros (e também aos Diáconos), eu, presbítero como vós, usando a expressão de S. Pedro, e parafraseando uma das respostas de Bento XVI no habitual encontro com o clero nas férias de Verão, direi: mesmo que geograficamente estejamos distantes, somos uma comunidade de irmãos que devemos sustentar-nos e ajudar-nos uns aos outros. Experimentemos a convivência, aprendamos uns com os outros, encorajemo-nos, estimulemo-nos e consolemo-nos mutuamente, para que a comunhão do Presbitério, em união com o Bispo, torne efectiva e afectiva esta proximidade, de modo a manifestar claramente a recomendação do Concílio: "Os presbíteros cultivem entre si a união fraterna, traduzida tanto em ajuda mútua, espiritual e material, pastoral e pessoal, como nas reuniões e na comunhão de vida, de trabalho e de caridade" (L.G.,28).
Às Religiosas Contemplativas, ou de Vida Activa e aos Membros dos Institutos de Vida Apostólica repito a palavra dos Bispos na Carta Pastoral de 1984: "Criai espaços de silêncio, de edificação espiritual e de comunhão forte com Deus e com os irmãos; estai atentas às novas formas de pobreza e de sofrimento no mundo em que vivemos para lhes dardes resposta em nome da Igreja" (n.º 37). Sem perder a fidelidade aos vossos carismas, procurai inserir-vos nas comunidades diocesanas onde viveis.
Aos nossos Jovens, incluindo os irmãos Seminaristas, gosto de dirigir-vos a saudação a que os últimos Papas vos habituaram: "Sois a esperança da Igreja e da sociedade, sois o rosto jovem da Igreja", mas - reparai - um rosto que é preciso configurar continuamente com o do Eterno Jovem, Jesus Cristo, por uma piedade séria e assídua, e por uma formação exigente e perseverante.
Aos Leigos a quem compete, por direito e por dever, a edificação cristã da ordem temporal, lembro a necessidade duma preparação permanente, em ordem a um testemunho válido e coerente, tendo sempre em conta que são estes os campos onde prioritariamente deveis assumir a vossa responsabilidade: a família, a profissão e a vida politico-social.
Um abraço, com a minha Bênção.
Lamego, 15 de Agosto, Solenidade da Assunção de 2008
(no 50.º aniversário da minha ordenação sacerdotal)
In Diocese de Lamego>>
Reunião Geral da Catequese
Falecimento
A Sra. Maria Cidália, que residia no Brasil, já há vários meses que se encontrava com uma saúde muito debilitada.
O seu funeral realizou-se no dia seguinte. Na Igreja Paroquial das Monteiras, foi celebrada uma Santa Missa de notícia na segunda feira.
À sua família e amigos deixo os meus pêsames e a certeza das minhas orações.
08 setembro 2008
03 setembro 2008
Falecimento
O seu funeral realiza-se amanhã, quinta feira, com o levamento dos seus restos mortais às 09.30h, seguindo-se a procissão para a Igreja Paroquial e a Santa Missa de corpo presente.
Uma vez que eu tenho compromissos que não posso alterar, em Fátima, será o Rev. Sr. Pe. Vitor Rosa a presidir ao funeral.
Apesar de longe, manifesto a minha proximidade à família neste momento de luto e a certeza das minhas orações.
01 setembro 2008
Renovação da Paróquia ao Sagrado Coração de Jesus
No passado fim de semana, a Paróquia renovou a sua consagração ao Imaculado Coração de Maria.
No sábado, dia 30 de Agosto, pelas 21.30h realizou-se a procissão de velas do Monumento dedicado ao Imaculado Coração de Maria até à Igreja. Foi rezado o terço e, no final, já na Igreja, foi dada a benção com o Santíssimo Sacramento.
Este ano utilizou-se, pela primeira vez, um andor que foi oferecido para transportar a imagem do Imaculado Coração de Maria.
No domingo, 31 de Agosto, pelas 16.00h teve início a Santa Missa na qual marcaram presença o Sr. Major Brito e Faro e a sua esposa, membros do Grupo da Imaculada, bem como os Bombeiros Voluntários de Farejinhas, que fizeram guarda de honra a Nossa Senhora.
Depois da Santa Missa, realizou-se a procissão da Igreja até ao Monumento, seguindo-se a renovação da Consagração da Paróquia, das famílias e de todos os habitantes da freguesia das Monteiras ao Imaculado Coração de Maria. Por fim, ouviu-se o toque de continência e cantou-se o cântico "Coração Virginal de Maria".
25 agosto 2008
Renovação da Consagração da Paróquia ao Imaculado Coração de Maria
Sábado, às 21.30h: Procissão das velas do Monumento até à Igreja
Domingo, às 16.00h: Santa Missa e procissão com o andor de Nossa Senhora até ao Monumento.
Façamos os possíveis por mostrar o nosso carinho e devoção à nossa Boa Mãe do Céu.
Bodas de prata matrimoniais
Ao casal e sua família desejo as maiores felicidades.
18 agosto 2008
Bodas de ouro sacerdotais
No passado dia 15 de Agosto, o Sr. D. Jacinto Botelho, Bispo de Lamego, comemorou as suas bodas de ouro sacerdotais. Por essa ocasião, celebrou um solene Pontifical na Catedral de Lamego, durante o qual foram ordenados dois novos sacerdotes para a Diocese de Lamego.
Por esse motivo, o Santo Padre Bento XVI enviou uma Mensagem ao Sr. Bispo de Lamego, congratulando-se com as suas bodas de ouro sacerdotais.
Homilia do Sr. D. Jacinto nas suas bodas de ouro sacerdotais
Mensagem do Santo Padre Bento XVI ao Sr. D. Jacinto
10 agosto 2008
Mancebos de 1954
Os vivos lembraram aqueles que Nosso Senhor já chamou à Sua presença.
Depois do almoço, realizaram a já tradicional arruada pelas ruas da freguesia, animando com a sua alegria todos aqueles por quem passaram.
08 agosto 2008
Bodas de prata matrimoniais
No passado dia 06 de Agosto celebraram as suas bodas de prata matrimoniais o Sr. Fernando e Maria Isabel. A Santa Missa, na qual marcaram presença os seus filhos, familiares e amigos teve início pelas 11.00h, na Igreja Matriz das Monteiras.
A eles, aos seus filhos, demais familiares e amigos desejo as maiores felicidades.
04 agosto 2008
S. João Maria Vianney, Padroeiro dos Párocos

Conta-se que, ao aproximar-se a sua ordenação, o Vigário Geral de Lyon, reunido com alguns padres, ponderaram a inconveniência em conceder a S. João Maria Vianney o sacramento da Ordem, porque “era muito burro”, conforme comentaram entre si num momento de reunião, não com maldade, mas com a sinceridade de quem estava convencido da incapacidade intelectual de quem iria assumir tão elevado cargo.
Nesse momento, João Baptista estava a chegar e ouviu ainda, na ante-sala o constrangedor comentário. Aguardou a saída dos padres, e foi ter com o Vigário. Antes de iniciar a conversa, o Santo pediu licença para falar e disse: “Padre, se com uma fisga feita da mandíbula de um burro, David conseguiu derrubar Golias, imagine o que o Senhor poderá fazer tendo nas mãos um burro inteiro!”
Estas palavras foram suficientes para revogar a intenção do vigário que, logo de seguida, o enviaria para a comunidade de Ars.
“Por onde passam os Santos, Deus com eles passa”.
Biografia de S. João Maria Vianney
03 agosto 2008
Festa em honra de Nossa Senhora da Ouvida
No dia 03 de Agosto, como acontece todos os anos, celebra-se a festa em honra de Nossa Senhora da Ouvida.
Depois da novena de preparação, brilhantemente orientada pelo Rev. Pe. Sérgio Lemos, actualmente Pároco de Ferreiros de Tendais, Oliveira, Bustelo, Ramires e Gralheira (do concelho de Cinfães), realizou-se hoje a festa religiosa.
A procissão, com os guiões e bandeiras, teve início pelas 10.45h e a Solene Eucaristia realizou-se pelas 11.00h na Capela dedicada a Nossa Senhora da Ouvida. Como habitualmente, foram muitas as pessoas que prestaram a sua homenagem a Nossa Senhora.
Que Ela possa ajudar-nos a conhecer melhor e a amar mais o seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, e proteja todos aqueles que, por estes dias, recorrem à Sua intercessão e lhe agradecem as graças recebidas de Deus por Seu intermédio.
Nota: Uma reportagem fotográfica da Procissão e da Santa Missa poderá ser vista no site do Dr. Manuel Dória Vilar, Colo de Pito
Casamento
No dia 02 de Agosto, pelas 13.00h, foi num ambiente de muita alegria que Pedro Miguel André Ribeiro e Elisabete Marina da Silva Ferreira, ele de A ver-o-mar (concelho da Póvoa de Varzim) e ela das Monteiras, se uniram pelo Sacramento do Matrimónio na Igreja do Divino Espírito Santo das Monteiras.
Aos noivos e seus familiares e amigos desejo as maiores felicidades.
Casamento
No dia 02 de Agosto, foi num ambiente de muita alegria que Marco Filipe Silva Pinto e Ana Sofia da Silva Almeida, ele das Monteiras e ela da Relva, se uniram pelo Sacramento do Matrimónio na Igreja do Divino Espírito Santo das Monteiras.
Aos noivos e seus familiares e amigos desejo as maiores felicidades.
28 julho 2008
A 'questão' de Deus

«Muitas vezes, porém, encontramo-nos imersos num mundo que quereria pôr Deus «de parte». Em nome da liberdade e autonomia humanas, o nome de Deus é passado em silêncio, a religião fica reduzida a devoção pessoal e a fé é banida da praça pública. Por vezes uma semelhante mentalidade, tão radicalmente contrária à essência do Evangelho, pode mesmo ofuscar a nossa própria compreensão da Igreja e da sua missão. Também nós podemos ser tentados a reduzir a vida de fé a uma questão de mero sentimento, enfraquecendo assim o seu poder de inspirar uma visão coerente do mundo e um diálogo rigoroso com tantas outras perspectivas que lutam por conquistar as mentes e os corações dos nossos contemporâneos.
E todavia a história, incluindo a do nosso tempo, demonstra-nos que a questão de Deus não pode jamais ser silenciada, e também que a indiferença face à dimensão religiosa da existência humana em última análise diminui e atraiçoa o próprio homem. A fé ensina-nos que em Jesus Cristo, Palavra encarnada, chegamos a compreender a grandeza da nossa própria humanidade, o mistério da nossa vida sobre a terra e o sublime destino que nos espera no céu (cf. Gaudium et spes, 24).»
Bento XVI, Homilia, 2008.07.19
25 julho 2008
Novena em honra de Nossa Senhora da Ouvida
Teve início, nesta sexta feira, a Novena em honra de Nossa Senhora da Ouvida, na Capela que lhe é dedicada.
O pregador, este ano, da Novena é o Rev. Pe. Sérgio Lemos, natural de Quintela da Lapa e actualmente Pároco de várias freguesias do Concelho de Cinfães.
Neste primeiro dia, o Pregador falou da importância da obediência da fé, da qual Maria é um modelo exemplar. Pela fé, Nossa Senhora acreditou e, por isso, soube obedecer àquilo que Deus lhe pedia.
O programa da Novena será, todos os dias, o seguinte, até ao dia 02 de Agosto:
- 15.30: Terço e confissões;
- 16.00h: Santa Missa e Pregação.
24 julho 2008
Clube Darca nas Monteiras
De 17 a 23 de Julho, o Clube Darca, uma associação juvenil sediada em Lisboa, promoveu um conjunto de actividades nas Monteiras. As actividades acolheram também jovens de várias freguesias do concelho de Castro Daire: Mezio, Cujó, Almofala, S. Joaninho, Pereira, além da sede do Concelho.
As actividades decorreram todos os dias da parte da tarde e constavam de: culinária, dança, teatro, e música. Pelo meio, houve algumas aulas do Catecismo da Igreja Católica.
O plano diário das actividades incluiu a celebração da Santa Missa e tempo para confissões. Da parte da tarde decorriam as actividades, com os vários grupos distribuidos entre o Salão Paroquial e a Escola EB1 das Carvalhas.
No final, houve uma sessão, no pavilhão da Associação Desportiva, Cultural e Recreativa Relvense, à qual assistiram os pais, familiares e amigos de todos aqueles que participaram nas actividades promovidas pelo Clube Darca.
Estes dias de actividades só foram possíveis graças à colaboração e generosidade de muitas pessoas, algumas das quais gostaria de nomear pela importância que tiveram:
- o Sr Silvestre Morais Ribeiro e a sua família, que generosamente cederam o espaço onde o Clube Darca ficou alojado;
- a Câmara Municipal de Castro Daire, a Junta de Freguesia das Monteiras e a Junta de Freguesia de Castro Daire por todo o apoio logístico e nos transportes;
- o Conselho Económico da Paróquia de Monteiras, por toda a colaboração;
- a Associação Desportiva, Cultural e Recreativa Relvense, pela cedência do espaço para a sessão final;
- a Santa Casa da Misericórdia de Castro Daire, pelo acolhimento e disponibilidade em ajudar;
- a todos aqueles que, anonimamente, ajudaram nas inscrições e nas várias actividades, bem como aos pais de todos aqueles que participaram, por todo o empenho que puseram para que tudo corresse bem.
Por último, não posso deixar de pedir desculpa por algum incómodo que as actividades possam ter causado a alguém.
Notícias do Clube Darca>>
Galeria fotográfica>>
22 julho 2008
Teatro, dança e alguma música
Santa Missa em honra de Nossa Senhora da Saúde
A Santa Missa teve início pelas 11.00h, presidida pelo Pároco. O pregador da Festa foi o Rev. Sr. Pe. António Silva Mendes, actual Pároco de Vila Cova à Coelheira, no concelho de Vila Nova de Paiva.
Na homilia, o pregador referiu-se à necessidade que todos temos de honrar a nossa Mãe, cuja maior honra é a de ser Mãe de Deus.
Depois da Santa Missa, seguiu-se a majestosa procissão pelas ruas e estradas da povoação.
Parabéns aos Mordomos das festas de Colo de Pito pelo trabalho realizado.
Nota: não me foi possível obter nenhuma fotografia nem da Santa Missa nem da procissão, por isso, se alguém tiver fotografias e desejar partilhá-las pode enviá-las por mail para o endereço da Paróquia>>
19 julho 2008
Vigília de oração das Jornadas Mundiais da Juventude

«Nesta noite, fixamos a nossa atenção sobre «como» tornar-se testemunhas. Precisamos de conhecer a pessoa do Espírito Santo e a sua presença vivificante na nossa vida. Não é fácil! Com efeito, a variedade de imagens que encontramos na Escritura relativas ao Espírito Santo – vento, fogo, sopro – são sinal da nossa dificuldade em exprimir uma noção articulada sobre Ele. E todavia sabemos que é o Espírito Santo, silencioso e invisível, quem proporciona orientação e definição ao nosso testemunho sobre Jesus Cristo.»
Na noite da Vigília das Jornadas Mundiais da Juventude, em Sydney, na presença de cerca de 200 mil jovens, o Santo Padre falou da importância do Espírito Santo na vida do cristão.
Foram várias as coreografias feitas no palco antes do Santo Padre chegar ao recinto.

Depois de ele chegar, deu-se início à oração da Vigília. Foram lidos vários testemunhos de jovens de várias partes do mundo e foram apresentados aqueles que, na Santa Missa que conclui as Jornadas Mundiais da Juventude, irão receber o Sacramento da Confirmação.

Depois do discurso do Santo Padre aos jovens, foi o momento da adoração eucaristica, com o Santíssimo Sacramento exposto.
Discurso do Santo Padre aos jovens>>
Clube Darca nas Monteiras
Ao longo das últimas semanas, vários jovens, com idades compreendidas entre os 8 e os 17 anos se inscreveram nas várias actividades que o Clube Darca se propõe fazer com eles: dança, teatro, culinária, formação.
Desde quinta feira que cerca de 60 jovens, provenientes das Monteiras, Mezio, Castro Daire, Cujó e outras freguesias do Concelho, participam destas actividades, espalhadas pela Escola EB1 das Carvalhas e pelo Centro Paroquial.
Para montar todas as actividades, muitas pessoas e instituições estão envolvidas: a Paróquia das Monteiras, a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia das Monteiras, a Junta de Freguesia de Castro Daire., a Santa Casa da Misericórdia de Castro Daire, bem como as várias associações da freguesia das Monteiras.
Na terça feira, à noite, haverá um espectáculo, aberto aos pais e a todos os que desejarem participar, no qual os jovens demonstrarão tudo o que aprenderam ao longo destes dias.
Homepage do Clube Darca
A Vígilia de oração das JMJ
18 julho 2008
Via Sacra iniciada pelo Santo Padre

Bento XVI começou a tarde de hoje com uma oração, para dar início à representação das estações da Via Sacra por parte de aproximadamente 100 atores em Sydney, onde ele preside a Jornada Mundial da Juventude, que reúne cerca de 225 mil jovens peregrinos do mundo inteiro.
Os actores representavam a Última Ceia, sentados nos degraus da catedral de Santa Maria, quando o Papa saiu pela porta do templo para pronunciar a breve oração.
O pontífice acompanhou as outras estações pela televisão, na cripta da catedral. Quatro mulheres indígenas choraram por Jesus de Nazaré, em outro momento da Via Dolorosa.
Através dos numerosos ecrans que retransmitiram o espetáculo em parques e praças de Sydney, o Papa havia visto a ùltima Ceia na catedral de Santa Maria, na qual Alfio Stutio, um ator australiano de 27 anos, representou Jesus, partindo o pão para partilhá-lo com os apóstolos. A 7ª estação da Via Sacra continuava no telão, e os presos romanos, entre eles Simão, estavam representados, assim como as mulheres de Jerusalém, por indígenas australianos. Os atores usaram peles de cangurus e pintaram o rosto e a pele com cinzas, um sinal de luto na tradição indígena; e enquanto esperavam a chegada de Jesus ao cais, fizeram uma dança tradicional do norte da Austrália.
In Zenit
Santo Padre encontra jovens em recuperação
O Papa compartilhou, na igreja da Universidade Notre Dame, em Sydney, alguns momentos com este grupo de rapazes e moças que, apesar de suas jovens vidas, já atravessaram duras experiências.
Escutou dois testemunhos deles: vidas marcadas pelo álcool, as drogas ou pela tentação do suicídio.
Samantha Gerdes, de origem filipina, descobriu após a morte de seus pais que tinha sido adoptada. Ao regressar a sua família biológica, sofreu abusos de seus irmãos e maus-tratos de sua mãe.
Seguindo para a Austrália, em plena solidão, sentiu a tentação do suicídio. Foi salva graças ao encontro com a Igreja e o ingresso na comunidade. Como ela revelaria depois aos jornalistas, o Papa lhe dirigiu algumas palavras pessoais para alentá-la em seu novo caminho.
O outro jovem que tomou a palavra foi Andrew Holmes, que deixou para trás uma vida arruinada pelo álcool e as drogas. “Mas hoje tudo mudou”, afirmou, ao contar sua breve biografia.
Os jovens formam parte do programa de reabilitação “Alive”, gerenciado pela Agência de Serviços Sociais da arquidiocese de Sydney. O Papa queria com este encontro mostrar que a JMJ é também para jovens em dificuldades e escolheu como momento mais adequado a tarde de sexta-feira, dia em que os peregrinos recordaram com a Via-Sacra a memória da paixão e morte de Jesus.
Em suas palavras aos jovens, o Santo Padre constatou que seguramente hoje eles se arrependem de ter tomado decisões que, ainda que no passado se apresentavam como muito atraentes, os levaram “apenas para um estado ainda mais profundo de miséria e solidão”. “A decisão de abusar de droga ou álcool, de entrar em atividades criminosas ou autolesivas pôde então aparecer como um caminho para sair duma situação de dificuldade ou de confusão”, reconheceu. “Agora sabeis que, em vez de trazer a vida, levou à morte.” Por isso, suas palavras se converteram em um reconhecimento da “coragem demonstrada quando decidistes regressar ao caminho da vida”.
O pontífice assegurou que os vê como “embaixadores de esperança para quantos se encontram em idênticas situações”. “Podeis convencê-los da necessidade de optar pelo caminho da vida e fugir do caminho da morte, porque falais com base na experiência”, afirmou, apresentando-lhes o seguimento de Jesus como opção de vida. Jesus “acolhe-vos de braços totalmente abertos --sublinhou. Oferece-vos o seu amor incondicional: e é na profunda amizade com Ele que se encontra a plenitude da vida”. Este caminho, segundo o Papa, é um “programa consolidado no íntimo de cada pessoa”. Implica “estar dispostos a renunciar às nossas preferências para nos colocarmos ao serviço dos outros, dar a nossa vida pelo bem dos outros e, em primeiro lugar, por Jesus que nos amou e deu a sua vida por nós”. “Isto é o que os homens são chamados a cumprir; é o que significa estar realmente «vivo».” O bispo de Roma concluiu sintetizando suas palavras com a mesma mensagem que Moisés formulou há tantos anos: «Escolhe a vida, para que possas, tu e a tua posteridade, viver amando o Senhor teu Deus».
In Zenit
Santo Padre almoça com 12 jovens
Fidel Mateos Rodríguez, leigo, de 25 anos, da diocese de Salamanca (Espanha), explicou depois que durante o almoço, cada um dos convidados pôde falar de sua situação pessoal em seus países. O Papa, em especial, «mostrou muito interesse pelos testemunhos dos jovens asiáticos e africanos», dois continentes nos quais é difícil viver a fé católica. A outra representante do continente europeu, a francesa Marie-Bénédicte Esnault, de 22 anos, reconhece que escutando a seus companheiros de mesa pensou que eles, «que vivem em países de antiga tradição cristã são muito afortunados». Jean Fabien Muaka Baloza, da República Democrática do Congo, de 29 anos, considera que a sua «conversa foi como com um pai de família». «Escutou e nos deu sua bênção», contou. Jean Fabien convidou o Papa a visitar a África para que «se dê conta de certas realidades educativas. Temos necessidade de sua influência», continuou.
Craig Ashby, australiano e representante do povo aborígene, narrou ao Santo Padre a discriminação que seu povo ainda vive. O Papa respondeu que a chave para resolver isso está na educação. Gabriel Nagile, de Papua Nova Guiné, conta que também falou dos jovens de seu país e da necessidade urgente de que possam descobrir uma vida espiritual que lhes liberte dos graves perigos que correm. Helena de Souza, do Timor Leste, de 25 anos, falou com o pontífice da violência em seu país. O Papa se interessou por sua situação, recordando que em janeiro deste ano recebeu seu presidente, José Ramos-Horta.
Ao final do encontro, o Papa presenteou a cada jovem com um rosário e uma medalha comemorativa da Jornada Mundial da Juventude. Cada jovem lhe trouxe um presente, como é o caso do norte-americano Armando Cervantes, de origem mexicana, que deu ao Papa um boné com orelhas de Mickey Mouse. Representando o Brasil esteve presente Jorgiana Aldren Lima de Santana, de 26 anos. Outros países representados foram a Nova Zelândia, a Nigéria e a Coréia do Sul. «Sem dúvida foi uma vivência inesquecível que reafirma minha fé em Deus e na Igreja, e me serve como reconhecimento do trabalho que realizo junto aos jovens durante todos estes anos», conlui Fidel Mateos.
In Zenit
Santo Padre dedica um novo altar na Catedral de Sydney

O Santo Padre Bento XVI, na Santa Missa que celebrou na Catedral de Santa Maria, em Sydney, nesta sexta feira, dedicou o novo altar da Catedral.
Perante uma Catedral totalmente repleta com seminaristas e consagrados(as), o Santo Padre não teve medo em pedir desculpa pelos abusos sexuais cometidos contra menores por parte de alguns sacerdotes australianos, nas décadas passadas.
Além disso, animou todos os presentes a uma fidelidade a Cristo e à sua doutrina, num compromisso radical, para toda a vida.
Santo Padre participa em encontro ecuménico

Bento XVI deixou hoje na Austrália um apelo ao diálogo entre religiões, num encontro mantido com vários líderes das comunidades religiosas neste país, aos quais se apresentou como “um embaixador da paz”.
“Queridos amigos, vim à Austrália como embaixador de paz. Por isso, sinto-me feliz por me encontrar convosco, que de igual modo partilhais este anseio e conjuntamente o desejo de ajudar o mundo a conseguir a paz”, afirmou.
“Num mundo ameaçado por sinistras e indiscriminadas formas de violência, a voz unida daqueles que possuem espírito religioso incita as nações e as comunidades a resolverem os conflitos através de instrumentos pacíficos no pleno respeito da dignidade humana”, disse ainda.
O Papa assegurou que “é com paixão que a Igreja procura toda a oportunidade para prestar ouvidos às experiências espirituais das outras religiões. Poderemos afirmar que todas as religiões visam penetrar no significado profundo da existência humana, remetendo para uma origem ou princípio externo a elas mesmas”.
Falando na sala capitular da Catedral de Saint Mary, Sidney, o Papa saudou os presentes e agradeceu as palavras de boas-vindas do Rabino Jeremy Lawrence e do Xeque Femhi Naji El-Imam.
Bento XVI sublinhou que a Austrália é um país que “tem em grande consideração a liberdade de religião”.
In Agência Ecclesia
Discurso do Santo Padre no encontro ecuménico>>


